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sábado, 6 de fevereiro de 2010

O governo Herculano Júnior e a Justiça Social.


A população de Itu está de parabéns por ocasião de seus quatrocentos anos de história. Paz, maturidade, inteligência e justiça social são conquistas do tempo e das experiências vividas, e Itu prova isso.

A Paz e a segurança imperam na cidade:
• durante o século XVII, abastadas famílias da Província de São Paulo mudavam-se para Itu fugindo da violência capital e do sertão;
• no início do século XX, ondas de imigrantes chegaram, trazidas pelo Ciclo do Café;
• os imigrantes também trouxeram a cultura urbana que levou ao incremento do comércio e da indústria, fundamentais para enfrentar as crises econômicas e as guerras do século XX, evitando a formação de guetos e favelas;
• a presença do quartel (2º GAC - Regimento Deodoro) e a existência de uma elite social instruída ajudaram a manutenção da paz até o fim do Regime Militar;
• no final do século XX, quando do crescimento das Facções Criminosas, a cidade contava com uma polícia militar sem estrutura e contingente. A Guarda Municipal e a Polícia Civil impediram a estruturação na cidade das organizações criminosas; e
• nos últimos anos, a Polícia Militar se reestruturou, assumindo as funções de preservação da ordem pública, no entanto ainda não possuindo contingente suficiente, necessita da GCM que é forte e atuante no município.

A Maturidade, conquista do saber, fez com que o Estado e população apoiassem em nossa terra medidas positivas como a desfavelização e o cuidado com a infra-estrutura urbana, que juntas criam a cultura da presença do estado – quem mora no município não pode imaginar como a falta destas medidas simples, influenciam a formação da cultura do gueto, onde a polícia e o Estado são vistos como inimigos do povo.

A Inteligência, palavra simples e ao mesmo tempo complexa, é a arte de agir de forma a otimizar os resultados. O Governo Herculano Jr. mostra que não jogou fora toda a experiência destes quatrocentos anos de história e age sempre com sublime inteligência. Neste ano de 2010 estão chegando para a Guarda Civil Municipal duas novas viaturas, compradas com dinheiro do BNDES, os uniformes serão trocados por outros de um tecido mais apropriado, e se fez Justiça Social no salário dos guardas municipais.

A Justiça Social é um mundo sem desigualdades e Herculano Castilho Passos Júnior fez com que todos os Guardas Municipais ganhassem o salário mínimo. Conquistou este número graças a um trabalho de inteligência, fazendo com que o salário caísse um pouco a cada ano evitando que a tropa se revoltasse, assim como o sapo que imerso a água que ferve lentamente, deixa-se assar sem reagir, os homens da guarda municipal estão agora todos com o salário mínimo (exceto 1), assim como parte dos funcionários públicos dos pequenos municípios dos estados do norte e do nordeste brasileiro.

A faixa do salário mínimo (entre 1 e 2 salários - 2009) vai de R$ 465,90 e 931,80, um Guarda Municipal que tenha menos de sete anos na corporação recebe hoje R$ 520,01 (1,12 SM), a maioria pertence a 2ª classe R$ 668,03 (1,43 SM) e um guarda municipal 1ª classe R$ 876,04 (1,88 SM). O ano de 2009 fechou com o ingresso dos primeira classe na faixa do salário mínimo, visto que no ano anterior recebiam 2,08 SMs.

Para o ano de 2010 a perspectiva é ainda melhor, o GCM 3ª Classe chegará a 1,04 SM e se fará finalmente Justiça Social completa, afinal, o salário de subinspetor deve chegar a R$ 1.017,69 (1,995 SM), dentro da faixa do salário mínimo (em 2010 a faixa vai de R$ 510,10 à R$ 1.020,19).

Parabéns Herculano Júnior e bem vindo SUBINSPETORES ao mundo maravilhoso do Salário Mínimo, ficamos felizes em contar com a companhia de todos os senhores, até o final do mandato o prefeito talvez consiga incluir na lista do salário mínimo também o único Inspetor da corporação, que hoje recebe 2,45 SMs.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Dois amigos vão dançar, dois não.

Segunda-feira é dia de trabalho. No passado se dizia que era “dia de branco(sempre achei que era porque nos outros dias se usavam roupas coloridas). Muitos brasileiros não tem uma predileção para com este dia, mesmo que o trabalho enobreça o homem, fortaleça seu corpo e limpe sua alma.

Grandes amizades se formam entre os colegas de trabalho, e assim o foi com aqueles dois rapazes: Wellington Palmeira Santos tinha o cabelo pintado de amarelo e havia a pouco completado dezoito anos: como maior de idade era dono de seu nariz e de seu cabelo. Seu amigo ainda era menor de idade.

Segunda-feira é dia de trabalho, e Wellington não ia deixar o amigo fora desta, passou pela casa dele e foram juntos fazer o serviço, como milhões de outros brasileiros. Começaram as venda por volta das 10 horas da manhã e tinham grandes esperanças para o dia, mas algo de ruim aconteceu.

Grandes amizades se formam entre os colegas de trabalho, e assim o foi com aqueles dois guardas municipais. O itobiense gcm Gilmar e gcm Havashi, um assaiense, ambos radicados em Itu, pararam a viatura em um ponto onde podiam ver a movimentação daquele local, só na espreita.

Quatro ou cinco pessoas se aproximavam, um de cada vez e recebiam algo daqueles dois rapazes. Passava um pouco das duas da tarde quando a dupla de guardas considerou o momento oportuno para a abordagem – era o fim do comércio montado pelos dois amigos na Av. da Felicidade, depois na delegacia Wellington dirá que o garoto vendeu apenas oito paradas aquela manhã.

Os guardas municipais explicaram ao delegado de polícia, Dr. Regis Campos Vieira, que o local vinha sendo alvo de denúncias como ponto de venda de entorpecentes, e naquele dia as ligações anônimas informaram que um rapaz de cabelos amarelos estaria fazendo as correrias: parte da droga ficaria escondida na raiz de uma árvore na esquina da rua Campinas com a rua Avaré. Wellington, que quando abordado estava com seis pedras embaladas em papel alumínio nas mãos, confessou para os guardas municipais e para o delegado de polícia que a droga e o dinheiro eram dele e que só tinha deixado com o de menor por ter saído por um momento. O garoto confirmou a história.

Dr. Gerciel Gerson de Lima explica que não foi assim que aconteceu: a droga de fato estava com o menor e não com o Wellington, que não portava droga alguma, só indo lá para compra-la.

Perante a Drª. Andrea Ribeiro Borges, juíza da 1ª Vara Criminal da Comarca de Itu, Wellington confirmou o que disse o Dr. Gerciel, seu advogado: ele trabalha como pintor e naquele dia havia saído de casa com R$ 80,00 para comprar a droga do menor, mas nem chegou a por a mão nas pedras, foi abordado antes pelos guardas, a droga estava naquele momento junto ao pé do garoto.

Os advogados questionaram as informações dadas pelos gcms, ao que o promotor de justiça Dr. Alexandre Augusto Ricci de Souza declarou: “... agentes do Estado cuja conduta não revelou qualquer irregularidade ou motivo para desconfiança, foram firmes no sentido de apontar o réu, …. confirmaram até mesmo a tentativa vã do menor de assumir isoladamente”.

Sob os protestos da defesa que alegou que a acusação era improcedente e que a autoria era obscura, a juíza declarou que “... os guardas municipais são agentes públicos, no exercício da repressão ao crime, e que conseguem desvendá-lo.”

Wellington foi condenado a 1 ano, um mês e 10 dias de prisão, tendo ficado quatro meses preso até que seu novo advogado, o Dr. João César de Oliveira Rocha, conseguiu que ele cumprisse o restante da pena no aconchego de seu lar, com os cabelos amarelos ou não.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Mina responsa, respeitada pelos manos.

“Os olheiros ficam na esquina e comunicam-se através de celulares, sinais e assovios. Ficam em um bar próximo...”

O trailler Tico e Teco lanches, localizado na Avenida Caetano Rugieri em frente ao Supermercado Alvorada, era o lugar indicado por aquela ligação anônima para o Disk Denúncia de Itu. O endereço citado nas ligações era a residência de Aparecida de Fátima Correa Lopes, na rua Luiz Alberto Rodrigues de Oliveira, 496, no Bairro São José.

A Polícia Militar também recebeu diversas ligações informando daquele ponto de trafico. Várias viaturas participam do cerco. Lá chegando os policiais avistam dois rapazes no portão da casa, os quais foram abordados e revistados, eram: Denis Alexandre Leme e Júlio Correa Lopes.

Denis Alexandre Leme estava com dez reais e nada de ilegal consigo. Segundo ele estava lá para dar uns beijinhos na garota que morava naquela casa, uma menina de doze anos que realmente é uma garota saltense muito bonita e simpática. Ela mesma conta que “faz coisas” com os homens que conhece na “rua da bica” para conseguir dinheiro para as drogas. Seu nome é conhecido e respeitado pelos nóias da região, e de fato estava na casa, levada para a delegacia, seu pai foi chamado, mas negou-se a retirá-la, pois ela se recusa a lhe obedecer e foge.

Todos os que frequentam aquela casa são usuários de algum tipo de droga, como declara Érica Prado Cita Martins, viciada em crack e que frequenta o local há oito anos: “... íamos lá para o uso comunitário de entorpecentes e tomar cerveja.”. Edson Milhassi Júnior, confirma e conta que não mais usava drogas, “mas seu filho está com uma espécie de câncer maligno na cabeça... como ouviu dizer que naquela casa havia drogas”, ele foi conferir.

Era no portão desta casa que Denis e Júlio estavam sendo revistados. Com Júlio foi encontrado R$ 59,00 e uma pedra de crack. O que por si só não configuraria o tráfico, mas o fato de Denis estar com os dez reais em uma mão e Julio estar segurando uma pedra de crack, foram considerados pelos policiais indícios suficientes para prendê-lo.

Enquanto ocorria a prisão, uma garota apareceu na porta da casa, e vendo a policia, voltou correndo para dentro. Um dos policiais percebeu e foi em seu encalço, chegando ao quarto encontrou duas mulheres e a menina, assim como 32 porções de cack embaladas individualmente e 20 ampolas de cocaína. Posteriormente, espalhados pela casa foram encontrados diversos cachimbos improvisados para uso de drogas e duas porções de maconha, e na edícula no fundo da casa haviam duas balanças e dois pacotes de amido de milho utilizados para “batizar” os entorpecentes.

Uma das mulheres era a dona da casa, Aparecida de Fátima, mãe de Júlio, que estava fora do sistema apenas há dois meses e segundo ele só estava ali de passagem. Tudo indica que a menina era usada como mula no tráfico, e Júlio já foi condenado em 1999 por usar um garoto em um esquema de tráfico semelhante.

Sua advogada, Drª. Camila de Campos, diz que todos os indícios indicam que o tráfico era feito apenas pela garota e sua mãe, e que ele estava apenas “no local errado e na hora errada, e que ele jamais se associou ao tráfico de drogas”.

Bem, agora caberá a Justiça decidir, enquanto isso, mãe e filho ficam em segurança, atrás das grades.

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